Entrevistas

dia 20/04, Terça-feira, 19-20h30

Magdalena Toledo/Brasil

entrevista:

Ana De Obergoso/Peru, Gaby Messina/Argentina e Moara Brasil/Brasil

Entrevistadora

MAGDALENA

TOLEDO

Magdalena Toledo é antropóloga, doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro, e sempre se interessou pelas relações entre arte e antropologia, que pesquisou a partir de múltiplas entradas: artes visuais, teatro e performance. Atualmente mora no Chile, onde já realizou aulas como colaboradora do Magíster en Arte, Pensamiento y Cultura Latinoamericanos, do IDEA/USACH, e desde 2017 atua como docente colaboradora do MANTLAS, Magíster en Antropologías Latinoamericanas, da Universidade Alberto Hurtado. Seus interesses atuais de pesquisa se centram nas criações de artistas afrocaribenhas/os e afro-latinoamericanas/os, enfocando nas relações entre arte, ativismo e política; práticas artísticas e construções identitárias.

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Entrevistada

Ana de orbegoso

Ana De Orbegoso é uma artista visual interdisciplinar, nascida no Peru, que trabalha entre Lima e Nova Iorque. Na sua prática artística explora, através do uso da iconografia popular, aspectos de género, identidade e memória histórica, representados em vídeos, fotografias e instalações.

A sua série Vírgenes Urbanas, uma obra fotográfica de descolonização, foi exposta desde 2006, tendo visitado mais de 35 vilas e cidades em todo o Peru.

Entrevistada

GABY MESSINA

Gaby Messina é uma artista visual argentina. As suas investigações e produções convidam a refletir sobre diferentes abordagens das sociedades: comportamentos, história, costumes, relatos documentais, mas também interpretações de imaginários; desenvolvendo conceitos que são construídos através do contato com as pessoas. Utiliza fotografia, filme documental, ficção  e vídeoarte experimental. Edita livros, o seu trabalho é acompanhado por curadores proeminentes, escritores, músicos, designers, artistas visuais, pensadores. Escreve ensaios para os seus livros e publicações coletivas. A sua obra está disponível em espanhol, inglês e português.

Entrevistada

MOARA TUPINAMBÁ

Moara Tupinambá é ARTivista visual e curadora autônoma, natural de Maery do Pará (Belém do Pará). É tupinambá, de origem da região do Baixo Tapajós. Seu pai é da comunidade rural de Cucurunã/Santarém e a sua mãe de Santarpem/Vila de Boim/Rio Tapajós. Atualmente faz parte do movimento Levante  Tupinambá, do coletivo amazônida MAR, do Colabirinto e da associação multiétnica Wyka Kwara. Radicada em São Paulo, é artista multiplataforma e utiliza: desenho, pintura, colagens, instalações, vídeo-entrevistas, fotografias, literatura, performances. Sua poética percorre cartografias da memória, identidade, ancestralidade, resistência indígena e pensamento anticolonial. Atualmente está participando com o  "Museu da Silva" na 30 edição do Programa de Exposições  CCSP Mostra de 2020. Participou, com Janaú, da Bienal "Nirin" em Sidney (curador Brook Andrew) com o vídeo da Marcha das Mulheres Indígenas (2019); do Seminário de Histórias Indígenas do MASP (2019); da Exposição “Agosto indígena” (2019) - São Paulo; da Teko Porã, na exp.coletiva “Re-antropofagia” com curadoria de Denilson Baniwa e Pedro Gradella em Niterói - Centro de Artes da UFF (2019). Já foi indicada ao Prêmio de Arte e Educação da Revista Select, em 2018, pelo projeto II Bienal do Ouvidor 63, ocorrido na maior ocupação artística de São Paulo.  

dia 21/04, Quarta-feira, 17-18h30

Ana Maria Mauad/Brasil

entrevista:

Carla Spinoza/Bolívia , Karina Acosta/Argentina e Mayra Martell/México

Entrevistadora

Ana Maria Mauad

Ana Maria Mauad é doutora em história pela Universidade Federal Fluminense e professora titular do Departamento de História da mesma universidade. Desde 1996 é pesquisadora do CNPq, em 2013 tornou-se Cientista do Nosso Estado FAPERJ e em 2018 atuou como pesquisadora visitante do St. Jonh’s College, Universidade de Cambridge, no âmbito da Cátedra Celso Furtado (Cambridge-Capes). Atua no setor de Teoria e Metodologia da História ministrando cursos no âmbito da Graduação e da Pós-Graduação em História e orienta regulamente em nível de Graduação, Mestrado e Doutorado. Dedica-se ao estudo das relações entre fotografia e história em que convergem questões associadas aos campos da História Visual, História Oral e História da Memória, coordenando projetos financiados pelas principais agências de fomento brasileiras. Atualmente integra a Rede Brasileira de História Pública e coordena juntamente com a Dra. Maria Teresa Bandeira de Mello o Grupo de Trabalho Cultura Visual, Imagem e História seção ANPUH-Rio, em que se articula uma ampla rede de pesquisadores sobre imagem e memória nacional e internacionalmente, promovendo o Fórum Anual- Uma agenda para a Fotografia.

Endereço para acessar este CV:

http://lattes.cnpq.br/5456423540789233

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Entrevistada

Mayra Martell

Mayra Martell (n. 1979) nasceu na Cidade de Juárez, Chihuahua. Ela desenvolveu seu trabalho documental principalmente em regiões da América Latina sobre o tema do desaparecimento forçado.
Em 2021 ela recebe o prêmio Spanish Ankaria Photo, bem como uma bolsa de residência em Barcelona, com a tutoria de Joan Fontcuberta. Em 2020, ela faz parte da coleção fotográfica The Wittlif Collections, na Universidade do Texas. Em 2016 ela recebeu uma bolsa do Sistema Nacional de Creadores do Fundo Nacional de Cultura do México, com um projeto sobre o cotidiano da violência e da Narco-cultura no norte do país. Em 2014 seu livro Ciudad Juárez, publicado pela editora alemã Seltmann e Söhne, foi indicado como o melhor do concurso europeu Deutscher fotobuchpreis. Atualmente ela está trabalhando em Sinaloa no projeto Beautiful e no livro Mujeres desaparecidas en Ciudad Juárez com a editora Alfonso Morales.

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Entrevistada

KARINA ACOSTA

Karina Acosta
Buenos Aires, 1970
UCA, Comunicação Social, 1999 - CIEVyC, Direção de Cinema, 1996 - INSP Joaquín V. González, Matemática, 1992.
Tem estudos em comunicação, cinema e matemática. Prosseguiu a sua formação em artes visuais em vários seminários e laboratórios de obra e arte contemporânea e nas instituições UTDT e Universidad del Cine. Produz e expõe desde 2010, as suas obras fizeram parte de exposições coletivas e individuais em espaços artísticos, galerias e museus de arte contemporânea. As suas obras combinam diferentes disciplinas, tais como fotografia, instalação e videoarte, focando formatos extemporâneos e a utilização de material de arquivo. As suas obras fazem parte de colecções privadas na Argentina, nos Estados Unidos e em Espanha.
Desde 2015 que se dedica ao ensino e à curadoria, especializando-se na imagem em movimento. É membro da DESARMADERO (empresa de produção de conteúdos para as artes audiovisuais). Vive e trabalha em Buenos Aires.

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Entrevistada

cARLA SPINOZA

Carla Spinoza é artista visual e fotógrafa. Formada em Sociologia, Mestrado em Estudos Culturais com especialização em Estudos Visuais e Arte.

dia 22/04, Quinta-feira, 19-20h30

Angela Magalhães e Nadja Peregrino 

entrevista:

Fernanda Magalhães/Brasil, Mayra da Silva/Uruguai e Tatiana Parcero/México

EntrevistadoraS

Angela magalhães

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Nadja Fonseca

PEREGRINO

Angela Magalhães e Nadja Fonseca Peregrino atuaram na área de exposições do Instituto Nacional de Fotografia (Funarte), organizando diversos eventos (Semanas Nacionais de Fotografia, 1982-1989) e mostras de renomados fotógrafos como Sebastião Salgado Fotografias (1984), José Medeiros: 50 anos de fotografia (1987); Cuba, imagens da história, de Raul Corrales (1987). Peregrino trabalhou no Centro de Artes da UFF entre 1990-1998, onde criou e organizou o festival Niterói Foto. Depois disto, como curadoras independentes, receberam os prêmios da Fundação Vitae (Revista Realidade, 1966-1976: paradigma de um fotojornalismo moderno no Brasil) e Rio Arte (O Rio de Janeiro de José Medeiros) tendo publicado, ainda, os livros Fotografia no Brasil: um olhar das origens ao contemporâneo (MINC/Funarte, 2004) e Fotoclubismo no Brasil – o legado da Sociedade Fluminense de Fotografia (SENAC, 2012). Participaram como curadoras dos festivais FotoRio (2016-2019), Paraty em Foco (2016-2019) e, como conferencistas, de vários eventos como o V Colóquio Latinoamericano de Fotografia, na Cidade do México (1996) e do Festival do Conhecimento (UFRJ) com o tema “Cronologia da fotografia brasileira – 25 anos de atuação da Funarte (2020). Atualmente, são curadoras da ICON Artes Galeria (RJ), onde realizam a série de exposições Fotografia Arte Plural.

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Entrevistada

FERNANDA MAGALHÃES

Fernanda Magalhães (1962, Londrina, PR, Brasil). Artista, Fotógrafa e Performer. Fotógrafa e Professora de Artes na Universidade Estadual de Londrina (1986-2020). Pós-doutora pelo LUME - Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp (2016) com o projeto Grassa Crua. Doutora em Artes pela UNICAMP (2008) com o projeto Corpo Re-Construção Ação Ritual Performance. Recebeu o VIII Prêmio Marc Ferrez de Fotografia 1995 Minc/Funarte pelo Projeto A Representação da Mulher Gorda Nua na Fotografia. Publicou os livros Corpo Re-Construção Ação Ritual Performance (2010) e A Estalagem das Almas, em parceria com a escritora Karen Debértolis (2006). Suas obras integram os acervos de instituições como a Maison Europèene de la Photographie em Paris, França; o Museu Oscar Niemeyer em Curitiba; a Coleção Joaquim Paiva de Fotografia Contemporânea no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Acervo do Projeto Armazém, Florianópolis, SC.

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Entrevistada

MAYRA DA SILVA

Artista visual, formada em Comunicação e ativista. Cursou Afrodescendência y Políticas Públicas pela Faculdade de Ciências Sociais - UdelaR. Em 2013 deu início à sua carreira artística, e desde então vem participando de exposições, oficinas, laboratórios, residências sobre fotografia, arte, gênero, direitos humanos, feminismo e ativismo, no Uruguai e no exterior.
Em sua obra utiliza a fotografia, a instalação e o arquivo como linguagens de pesquisa, nas quais constrói uma busca narrativa que permite refletir, questionar e problematizar temáticas que se vinculam à memória, identidade, decolonialização, afrodescendência, estética e ao interracial.
Sua prática artística é um reflexo de processos internos e externos em que o corpo racializado se reconfigura como um espaço político e resistente para transformar um caminho experimental até novos discursos, significados e olhares.

Entrevistada

TATIANA PARCERO

Tatiana Parcero é artista visual, Mestre em Artes (NYU/ICP) e psicóloga.
Ela trabalha com fotografia, vídeo e design têxtil. Suas imagens delineiam continuamente temas como memória, tempo, o corpo e suas conexões com a identidade e o mundo natural. Ela recebeu vários prêmios e distinções entre os quais se destacam: Creation Grant, Fondo Nacional de las Artes, Argentina (2019); Sistema Nacional de Creadores de Arte, FONCA, México (2011-2014); Prêmio Aquisição, The Museum of Latin American Art, MoLAA, Long Beach, CA, EUA (2007). Seu trabalho tem sido exibido em bienais, exposições individuais e coletivas ao redor do mundo e está em prestigiosas coleções públicas e privadas, destacando a recente entrada na coleção permanente do MoMA, NY.